segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

 ESOTERISMO NO FILME FANTASIA (1940) DE DISNEY

   O longa metragem Fantasia de 1940 de Disney apresentava características peculiares em relação aos filmes de Disney. "Branca de Neve" de 1937 havia causado enorme sensação principalmente por ser o primeiro longa metragem de animação totalmente colorido (Hitler havia de fato assistido e adorou o filme!) e também quase levou o estúdio Disney a falência devido aos enormes custos de produção. "Pinocchio" de 1940 também foi muito celebrado e seguia o estilo "contos de fadas" que Disney soube apresentar tão bem em suas animações. Mas "Fantasia" era totalmente diferente disso. Segundo se diz, Disney estava jantando tarde da noite em um restaurante notou outra pessoa que jantava sozinha era o regente de música clássica Leopold Stokowski (1882-1977) Disney resolveu se juntar a ele na mesa. Durante a conversa Disney falou sobre uma animação de Mickey fazendo o papel de "aprendiz de feiticeiro" e que essa animação faria parte de Silly Symphonies que são as animações curtas lançadas ao longo de vários anos pela Disney. Stokowski se ofereceu para reger a gravação de graça e também sugeriu para que ele criasse um longa metragem que apresentasse várias obras de música clássica "uma fantasia". Assim surgiu a ideia do longa "Fantasia" que é composto de 8 sequencias animadas cada qual regido por uma composição de música clássica. Até então nada de mais, entretanto, como muitos estudiosos das obras Disney notaram, suas animações estavam recheadas de referências esotéricas ou ocultistas. A sequencia do "aprendiz de feiticeiro" se destaca por sua obviedade mas as obras Disney como um todo estão repletas de referências ocultas que passam despercebidas pela maioria do público que apenas acredita que são apenas desenhos animados, coisa "de criança". Veja um comentário do autor da biografia "Walt Disney-O Príncipe Sombrio de Hollywood" sobre esse lado oculto das obras que o próprio Disney se recusava a admitir que existia:

 

   "(Disney) Costumava taxar de 'asneiras' o que um crescente número de críticos cinematográficos sérios passaram a sugerir, isto é, a existência de um lado sombrio nos filmes Disney que não só lhes aprofundava o significado, como também os identificava como algo mais que um mero cartum para crianças."

 

   O conceito de um aprendiz de feiticeiro, ainda inexperiente, que usa as artes do mestre e acaba se dando mal é bastante genérico e comum, aparece em diversas narrativas. Uma dessas narrativas é um poema do escritor alemão Goethe de 1797, embora não seja essa a principal referência de Disney. Vamos avaliar então em termos gerais algumas referências ocultas em Fantasia.

   Primeiro, o mago 'mestre' de Mickey se chama Yen-Sid, que nada mais é que Disney de trás pra frente (diferentes arranjos de letras para formar novas palavras é típico da cabala):


    Yen-Sid faz uma evocação. Depois deixa seu chapéu na mesa e sai:

  

    Mickey que trabalha como assistente se aproveita que Yen-Sid deixou o chapéu dele ali e pega seu chapéu colocando-o na cabeça e depois abre seu livro de magia e ordena para que uma vassoura encha baldes de água e traga para dentro:


  Porém, Mickey acaba dormindo enquanto a vassoura não para de trazer água:




   Quando acorda e percebe que o local está inundado Mickey tenta cortar a vassoura, mas ela se divide em duas e continua a trazer água. Apenas depois que o mago Yen-Sid chega ele consegue desfazer o feitiço e pega seu chapéu de volta:


   Alguns críticos chegam a comentar que a figura alta de Yen-Sid pode ser de alguma forma baseada no pai de Disney, Elias que de fato era muito abusivo e autoritário na infância de Disney, ele obrigava os filhos a fazer os trabalhos na fazenda e batia muito nos filhos crianças.

   No desenho Mickey pegou o chapéu do mago, porém poderia ter pegado outro objeto ou indumentária que representasse sua autoridade como o "cetro" ou "bastão" tradicionalmente usado na magia cerimonial e que é aludido na "varinha mágica" em vários contos de fadas. 

   A narrativa que certamente serviu de referência é uma história feita pelo escritor da Roma Antiga Luciano de Samósata (125-181 d.C.). Nessa história um homem chamado Eucrates viajou ao Egito para descobrir certos mistérios. Primeiro ele foi conferir as estátuas de Menmon que emitiam um som semelhante a vozes humanas. Depois, viajando de barco para o norte conheceu um mago egípcio. Eucates notou que quando o mago precisava realizar alguma tarefa braçal ele colocava uma peça de roupa em algum pedaço de pau, pilão ou vassoura e pronunciava uma "palavra mágica" (composta de três sílabas). Depois que o objeto cumpria sua tarefa, o mago pronunciava mais uma palavra e o objeto tornava a ser inanimado. Eucrates tentou persuadir o mago a lhe ensinar essa técnica mas ele se recusou. Um dia quando o mago foi realizar esse feito Eucrates se escondeu para ouvir as palavras mágicas. Depois que o mago saiu, Eucrates quis realizar o mesmo feito e colocou a roupa em um pilão e pronunciou as palavras. O pilão ganhou vida e foi trazer água. Mas ele não parava de trazer água até a casa se inundar e Eucrates não conseguia fazê-lo parar. Felizmente o mago chegou a tempo e pronunciou as palavras para fazer o pilão voltar ao normal. Essa narrativa apresenta um importante tema da "palavra mágica" e de fato existe toda uma escola cabalística dedicada a esse tema. O famoso místico Baal Shem Tov (1700-1760) cujo verdadeiro nome era Israel Ben Eliezer tornou-se líder de um grupo esotérico cabalista judeu que era especialista no domínio dos "nomes divinos" por isso recebeu o apelido de "Baal Shem Tov" que quer dizer "senhor do nome" em hebraico. 

   Outro elemento obscuro em Fantasia era a sequência que vem após essa do "aprendiz de feiticeiro" essa sequência tem a intenção de mostrar como se fosse a evolução dos animais desde os micróbios, passando pelos seres marinhos até os dinossauros. Mas a música que acompanha essa sequência é "A Sagração da Primavera" de Igor Stravinsky (1882-1971). Essa é uma composição que visava representar um costume pagão eslavo de uma menina virgem que dançaria antes de ser sacrificada para o deus da primavera. Disney estava interessado na música clássica, mas aparentemente não sabia desse pano de fundo pagão e macabro da composição. 

   A penúltima e mais sombria das 8 sequências de histórias é regida pela música "Uma Noite No Monte Calvo" também chamado de "Noite de São João no Monte Calvo" de Modest Mussorgsky (1839-1881). A música é baseada no famoso "sabbat" das bruxas quando elas se reúnem com o deus do mal Chernobog em uma montanha na véspera de São João. Chernobog é retratado como um tipo de gárgula abrindo suas asas e regendo as almas no inferno. Esse sabá só termina quando soa as primeiras batidas dos sinos da igreja do amanhecer ao som de "Ave Maria" de Franz Schubert (1797-1828):


   A composição musical de Mussorgsky baseado no sabá das bruxas é apropriadamente chamado de noite de São João por que o dia de São João no hemisfério norte (24 de junho) acontece o solstício de verão e a virada da estação de primavera para verão. Diz-se que essa representação de Chernobog está acontecendo no Halloween quando ele na animação lança suas sombras sobre um vilarejo, entretanto, apesar do Halloween ser comemorado no dia 31 de outubro, de fato, existem não apena esse Halloween, existem 4 halloweens, pois, cada mudança de uma das 4 estações é um halloween e durante essas viradas de estações as bruxas e benandantis se confrontam no plano astral. Eu escrevi sobre a tradição dos benandanti na edição #5 da revista OCCULT POP ZINE quem tem interesse assine pedindo pelo e-mail: ricardodias7occultpop@gmail.com .Além disso, Chernobog não é o equivalente ao Diabo ou Satã, ele é uma divindade da tradição eslava que representa todo mal e na tradição pagã eslava ele rege o tempo que vai do solstício de inverno até o solstício de verão quando a divindade do bem Belbog assume a regência. Por essa perspectiva, Chernobog representa o "mal cósmico" necessário para o equilíbrio do universo, assim como o Set da mitologia egípcia. 

   Para encerrar, existem de fato inúmeras referências esotéricas ou ocultistas nas animações de Disney e daria o trabalho de um livro inteiro para quem deseja pesquisar, nessa postagem eu quis registrar apenas o que há de esoterismo em Fantasia.



 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CONHECENDO O ALCORÃO E SEUS MISTÉRIOS

   Olá pessoal! Estou divulgando meu novo livro "Conhecendo o Alcorão e Seus Mistérios". Particularmente considero esse um dos meus livros mais importantes, demorei cerca de dois anos para concluir, e havia deixado ele engavetado por um bom tempo. O resultado final é um texto de mais de 300 páginas com letras em fonte pequena. O Alcorão por si só é um livro singular, e, acredito que sem o devido preparo o leitor pode não fazer bom proveito do livro, porém, municiado da devida orientação, explicação e embasamento é possível aproveitar a leitura. Muitos dos conceitos esotéricos ou ocultistas que tenho me baseei no Alcorão, da mesma forma que os cabalistas tem por base conceitos vindos diretamente da Torá/Bíblia. O link da Hotmart para o livro está a direita aqui do blog para que acessa pelo pc:https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/conhecendo-o-alcorao-e-seus-misterios/N104288104O


    Algumas curiosidades sobre o Alcorão:


-Alcorão significa em árabe "a recitação" pois se trata de um texto oral feito para ser memorizado e recitado, apenas alguns anos depois de Maomé que o texto foi escrito.


-Maomé não criou o Alcorão, ele "recebeu" os versículos durante momentos de "transe mediúnico" ao longo de alguns anos. Todo ano ele organizava os versículos para tentar impor uma ordem de quais capítulos deveriam ser os primeiros aos últimos.


-Alguns capítulos do Alcorão possuem letras árabes soltas ou avulsas no início. Os pesquisadores não sabem ao certo qual o motivo ou significado disso. É possível que tenham sido inseridas pelos escribas que organizaram o texto escrito já que Maomé nunca aprendeu a ler e escrever durante sua vida.


-O Alcorão também possui narrativas referentes a vários personagens mencionados na Bíblia como Moisés, Abraão, Jonas, Elias e Jesus.


-O professor Rashad Khalifa descobriu que o número 19 está codificado dentro do Alcorão, muitas estruturas do Alcorão são baseadas no número 19 como os primeiros versículos do Alcorão tem 19 letras, o Alcorão é composto por 114 suras (capítulos) 19x6=114. O Alcorão contém 6346 versículos, os algarismos desse número somados são: 6+3+4+6=19.


-O Alcorão afirma que os anjos foram criados de luz, os homens do barro (matéria sólida) e espírito, e os djinns (gênios) foram criados de um tipo de "fogo sem fumaça" (talvez se refira a um tipo de plasma).


-O Diabo original, líder dos demônios no Alcorão é chamado de Iblis (é possível que esse nome tenha sido pego de alguma entidade pagã da época, pois os árabes cultuavam várias divindades) e frequentemente ele é identificado como pertencendo a categoria dos djinns não dos anjos.


   Eu transcrevi versículo por versículo baseado em duas edições publicadas em português, da maneira mais clara possível para o leitor e os comentários a respeito do contexto de cada capítulo e passagem obscura é baseado na exegese dos estudiosos muçulmanos, dessa forma mesmo quem é leigo no assunto pode se beneficiar da leitura e estudo desse texto. Compre!

 

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

ATUALIZAÇÃO

 

   Olá pessoal! Eu republiquei recentemente meus livros pelo site hotmart.com, para quem acessa esse blog pelo pc os links estão à direita:






 

domingo, 24 de agosto de 2025

SAMMY HAGAR, ALIENS E O FUTURO DA TECNOLOGIA

   Quem acompanha o conteúdo que eu produzo a algum tempo sabe que apesar de abordar sobre o "paranormal" em geral eu não sou muito de me aprofundar no assunto de aliens e "ufologia", me focando mais em esoterismo/ocultismo, mas, achei que cabe um comentário sobre isso nesse post.

   Eu acabei escrevendo sobre isso na edição #48 da revista digital OCCULT POP (assine a revista pedindo pelo e-mail: ricardodias7occultpop@gmail.com). 

   Trata-se de um tema complexo, a maioria das pessoas não tem maturidade pra lhe dar com esse assunto, pois, desafia muito seus sistemas de crenças (particularmente no Brasil de maioria cristã onde as pessoas pensam que a Bíblia contém todas as respostas). As pessoas possuem ideias pré-concebidas distorcidas sobre aliens, muitas tiradas da cultura pop em geral como filmes, histórias em quadrinhos e séries. Algumas pessoas são obcecadas por esses assuntos e acabam vivendo uma espécie de "novo culto", o que eu acho uma atitude bastante infantil. Acredito em aliens e na influência deles na sociedade humana mas não da maneira como a maioria das pessoas pensa que é. 

   Na edição #48 da revista OCCULT POP eu mencionei alguns casos de contatos com aliens, alguns casos que nem são físicos e sim astrais, da mesma forma que pessoas fazem a projeção astral os aliens também o fazem, eles costumam sondar as mentes das pessoas e buscar na bagagem cultural das pessoas imagens que podem ser "familiares" ou bem aceitas, pois, a forma original deles pode ser "feia" ou assustadora demais para nosso senso de estética. 

   Eu mencionei nessa edição da revista o caso do músico Sammy Hagar que foi baterista do Van Halen e que afirma que em meados da década de 70 teve sua mente "sondada" por aliens e como essa experiencia mudou a forma como a mente dele funciona e como ele lhe dá com a vida. Ás vezes ele se apresenta em algumas dessas feiras "new age" e de ufologia que tem nos EUA e fala sobre isso nas palestras. Ele concedeu uma entrevista ao crítico musical Regis Tadeu e o empresário de bandas Paulo Baron no qual falou sobre isso:


    As pessoas se ligam muito no som e na estética das músicas e se esquecem de analisar as letras das músicas e seus significados. Veja a tradução de alguns trechos da música dele "Crack in the World" na qual ele fala sobre sobre as mudanças que podem acontecer na sociedade humana dependendo das escolhas que as pessoas fizerem, ele menciona a data de 2025:

 

 CRACK IN THE WORLD ("Crack" nesse sentido seria divisão, ruptura ou mudança drástica de rumo)

 

"Mas logo na esquina tem uma mudança de design.


   Tem uma fissura (ruptura drástica), uma fissura no mundo.


   Só mais 50 anos e todos nós vamos saber.

   Porque, quando, onde, como e quem vai embora.

   Então vamos aproveitar antes da grande separação.

   Porque as coisas vão começar a se separar em 2025.

   Então fique de olho nas pistas sutis.

   Isso não vai ser manchete de jornal.

   Isso depende de qual lado você vai escolher."

    

domingo, 22 de junho de 2025

CRIAR, PRODUZIR E COMPARTILHAR CONTEÚDO DIGITAL

   Olá pessoal! Nesse post vou compartilhar um tema fora dos assuntos "lugar comum" desse blog que são esoterismo, ocultismo e sobrenatural em geral, vou falar sobre produção de conteúdo digital.

   Na real eu não me considero uma autoridade nesse assunto, embora eu escreva a muito tempo em blogs e também tenha publicado e-books em alguns marketplaces e recentemente produzindo vídeos para o youtube. Mas já produzindo conteúdo digital a algum tempo e tendo vendido alguns produtos digitais, acabei aprendendo algumas coisas que eu não sabia principalmente relacionado a vendas.

   Eu espero que o leitor possa se beneficiar de algumas dessas dicas. 

   Creio eu que um ótimo ponto de partida é considerar que se você se propõe a produzir conteúdo digital (e-book, cursos on-line, vídeos para youtube) você deve pensar em produzir para as pessoas, tenha consciência que você produz para as PESSOAS e não para a INTERNET, esse é um conceito enganador porque se você diz "eu produzo conteúdo para INTERNET" passa a ideia de que você produz para um robô ou IA e na verdade a internet é apenas um veículo para se conectar com as pessoas e não um robô-inteligência artificial.

   Para além de falar sobre a estética e estilo do seu conteúdo, vou citar alguns livros que me serviram boas ideias e referências sobre isso.

A MÁGICA DE PENSAR GRANDE-David J. Schwartz

   Esse livro foi originalmente publicado em 1959, a edição que eu tenho é dos anos 90, mas, as lições que ele apresenta são incrivelmente úteis e aplicáveis na atualidade, principalmente hoje na era da internet. Ele insiste em que os jovens estão demasiado preocupados com aposentadoria e estabilidade e não em investir e arriscar em novos projetos. Falando muito para "vendedores" e o autor prestava muita consultoria para vendedores, o autor insiste em agir e buscar novas ideias e novos projetos. Uma frase que tenho ouvido muito hoje em dia e que de fato o autor já havia mencionado nesse livro:

   "Para termos lucro, para obtermos uma recompensa acima de uma renda 'normal' no futuro, devemos investir em nós mesmos hoje."

   Portanto, invista em você!

 

O PODER DO HÁBITO-Charles Duhigg

   Creio que esse é o livro mais banalizado ou "vulgarizado" dos que vou indicar, porque de fato ele é facilmente encontrado em qualquer lugar: supermercado, bancas de jornal, qualquer lugar. E mesmo que tenha vendido muito, parece que as pessoas não entenderam ele. O cerne do livro é o conceito de que as pessoas agem baseados em um ciclo: age, vive o ato rotineiro, tem a recompensa. É um conhecimento que deve ser bem compreendido para poder se aplicá-lo e obter alguma vantagem. As empresas de tecnologia as big techs da internet já fazem isso: através de cookies, algorítmos e mineradores de dados. Assim as empresas conhecem o seus acessos na internet, suas preferências e seus hábitos de compras e dessa forma elas sempre vão anunciar os produtos que você provavelmente gosta de comprar, as empresas se antecipam inclusive fazendo pesquisas de mercado para poderem vender mais. Entender os hábitos das pessoas pode ajudar a vender mais ou ajudar a entender porque eles fazem o que fazem e o que esperam ao agir de determinadas maneiras.

 

TRANSFORMANDO PALAVRAS EM DINHEIRO-Ícaro de Carvalho


 


     Apesar do título extravagante, na verdade o conteúdo tem muito a ver com "copywriting" que significa construção de roteiro (não gosto desses títulos ou jargões em inglês). Esse livro me ajudou muito na parte de entender como construir um "infoproduto" ou "produto digital" e como vender ou divulgar para o possível público comprador. Hoje em dia na era digital e na era das informações super rápidas (mesmo o youtube tem perdido audiência pois as pessoas tem preferido assistir vídeos curtos como no tiktok do que vídeos de mais de 30 minutos) a atenção das pessoas ou saber como reter a atenção das pessoas se tornou a moeda mais valiosa. Um trecho desse livro me chamou atenção onde ele comenta que formação acadêmica nem sempre é sinônimo de autoridade sobre determinado assunto, as pessoas gostam de menosprezar os pesquisadores independentes chamando-os de "blogueiros", porém muitos pesquisadores independentes acabam acumulando uma bagagem de conhecimentos e construído uma autoridade sobre determinados assuntos até superior do que alguns acadêmicos formados, veja esse trecho:

   "Tudo isso colocará o blogueiro na frente do ph.D. quando um interessado buscar no Google por um conselho, tipo 'devo investir na poupança ou em renda fixa?'. Porque, como eu disse, enquanto o titular (acadêmico) levou meses ou anos para produzir um documento, o blogueiro esteve frenético postando um mundaréu de pequenas informações que o elevaram aos primeiros lugares na busca."

 

TODOS SE COMUNICAM, POUCOS SE CONECTAM-John C. Maxwell


 
    Comprei esse livro por indicação de uma pessoa nos stories do instagram. John é um pastor dos EUA e palestrante. Eu aprendi muito com esse livro pois vender é um ato frio, mas se conectar de verdade gera muito mais resultado em várias áreas de negócios. Pessoalmente eu não sou muito sociável e muito introvertido, mas esse livro me ajudou principalmente para criar e abrir mais o network (rede de contatos). Traz várias dicas extremamente úteis. 

   Eu espero sinceramente que essas indicações possam ajudar o leitor, especialmente se ele se propõe a produzir conteúdo.

 

domingo, 6 de abril de 2025

 AS QUATRO CONSTELAÇÕES/ANIMAIS LENDÁRIOS DA CHINA

 

    A astrologia não é uma ciência fixa e universal, há diferença entre a astrologia chamada "ocidental" (essa que usa um 'recorte' de quando o sol está sob uma das 12 constelações) e sutis diferenças entre as práticas astrológicas de povos do Oriente como indianos e chineses. Esse conceito básico de se basear em quando o sol está sob uma das 12 constelações zodiacais, como um recorte, para fazer o mapa astral do indivíduo é muito antigo: já foram encontrados tabuletas em escrita cuneiforme na antiga Babilônia contendo mapas astrais muito semelhantes aos feitos por astrólogos da atualidade. Também as constelações foram nomeadas com nomes diferentes por povos diferentes, atualmente a tradição Ocidental reconhece oficialmente cerca de 88 constelações incluindo as 12 do zodíaco mais famosas e usadas como referência para fazer os mapas astrais de cada indivíduo. Povos antigos nomearam as constelações com nomes diferentes, por exemplo no tratado astronômico da antiga Babilônia Mul.Apin nomeava 71 estrelas e aglomerado de estrelas e levava em conta 18 grandes constelações incluindo uma que era nomeada Andorinha que englobava algumas estrelas da atual constelação de Peixes e uma estrela de da atual constelação de Pégaso.

   Por isso a astrologia chinesa reconhece outros grupos de constelações com nomes diferentes dos nomes considerados na astrologia Ocidental. Um grupo de quatro constelações são tidas em alta importância na tradição chinesa são os quatro animais lendários: Dragão (não confundir com a constelação de Draco) Tigre, Tartaruga Negra e Fênix (não confundir com a constelação de Fênix conhecida no Ocidente). A tradição chinesa considera que cada uma dessas quatro grandes constelações rege 7 casas das 28 'mansões lunares'. Ilustrações representando as quatro grandes constelações/animais lendários da tradição chinesa:

 


 
   O dragão das quatro grandes constelações chinesas como eu disse não é a constelação de Draco da tradição Ocidental. A muito tempo a figura lendária do dragão é tida em alta consideração na tradição chinesa e de outros povos da Ásia. Diferente das tradições e lendas do Ocidente que costumam retratar o dragão como uma representação das forças do mal que cospe fogo e guarda tesouros, na tradição chinesa o dragão representa uma criatura sábia e justa e ao invés de ser relacionado ao elemento fogo, na tradição chinesa o dragão é relacionado ao elemento água. O dragão chinês, ou "dragão azul" rege o quadrante leste e a estação da primavera. Essa constelação chinesa do dragão engloba as estrelas: alfa de Virgem, kapa de Virgem, alfa de Libra, pi de Escorpião, alfa de Escorpião, mu de Escorpião e gama de Sagitário. A energia que prevalece nesse conjunto de estrelas na figura do dragão azul é dessa estrela alfa de Libra, pois na tradição mitológica Ocidental a constelação de Libra é relacionada a deusa Têmis a deusa da justiça que era representada com os olhos vendados e segurando uma balança.

 

   A tartaruga negra do norte é um animal lendário representado como enrolada em uma serpente e lutando contra ela. A tartaruga negra rege o norte e a estação do inverno. A ideia ou energia principal que a tartaruga negra passa é de luta interna, o inverno é a estação fria e tanto a tartaruga quanto a serpente são animais de sangue frio. As estrelas que a tartaruga negra engloba são: phi de Sagitário, beta de Capricórnio, espsilon de Aquário, beta de Aquário, alfa de Aquário, alfa de Pégaso e gama de Pégaso. Ela engloba três estrelas da constelação de Aquário, a energia de Aquário prevalece nela. Na mitologia grega a constelação de Aquário representando um jovem despejando um jarro de água é referência a ao personagem Ganimedes um príncipe troiano que devido a sua beleza foi arrebatado por Zeus na forma de uma águia para servir de copeiro dos deuses. Na mitologia chinesa a região da constelação de Aquário é referida como estrelas e constelações do exército de Yu-Lin um exército de soldados bárbaros do norte, passando uma ideia de uma região perigosa e fechada, difícil de invadir.


 

   A constelação do tigre, ou tigre branco rege o quadrante oeste e a estação do outono. O animal tigre na Ásia e em especial na China representa a força física. As estrelas que são englobadas pela constelação do tigre branco são: eta de Andrômeda, alfa de Áries, beta de Áries, electra de Touro, epsilon de Touro, lambda de Órion, zeta de Órion. As estrelas de Áries e Touro passam uma ideia de início pois tradicionalmente na tradição Ocidental se considera que a sequência das 12 constelações começa com áries e Touro. O tigre branco passa uma ideia ou energia de positividade e luz.


 

   Já a constelação do sul é um animal lendário semelhante a um faisão, é confundido com a fênix mas não é uma fênix, é um pássaro vermelho que rege o quadrante sul, o elemento fogo e a estação do verão. As estrelas que englobam o pássaro vermelho do sul são: mu de Gêmeos, teta de Câncer, delta de Hidra, alfa de Hidra, upsilon de Hidra, alfa de Taça e gama de Corvo.                                     

 
 

domingo, 30 de junho de 2024

 A RAINHA FEITICEIRA DO JAPÃO HIMIKO

   Parece uma cena de filme: na época da Segunda Guerra Mundial um padre de origem galesa estava servindo como capelão no exército britânico na região de selva tropical da Birmânia (sudeste asiático). Ele acordou de madrugada com um pressentimento e orientou o comandante da sua unidade a lançar um morteiro em determinada direção. O comandante havia aprendido a confiar na "intuição" desse padre que estava quase sempre correta. Os soldados prepararam os morteiros e lançaram naquela direção. Ao amanhecer quando os britânicos chegaram naquele local descobriram que era um assentamento hospitalar dos soldados japoneses. Todos os japoneses morreram no ataque, exceto um que estava ferido mas vivo, ele foi tratado e levado para ser interrogado. No final da tarde o padre quis ir até esse prisioneiro japonês para ministrar a extrema unção caso viesse a morrer devido aos ferimentos. Quando o padre mostrou o crucifixo e começou as orações o prisioneiro japonês ficou agitado, o tradutor disse que o japonês estava praguejando contra a cruz do padre. O prisioneiro japonês finalmente arrancou as ataduras dos ferimentos gritando -HIMIKO! HIMIKO! E morreu enquanto sangrava.

   Essa experiência deixou uma forte impressão no padre, porém não compreendeu do que se tratava naquele momento. Depois da guerra o padre foi designado como capelão residente no Japão, e lá ficou sabendo o que era Himiko:

 

   "Não foi senão mais tarde que Hearthy descobriu o que significava Himiko. E ali, na selva, teve um princípio de compreensão de que o homem que acabara de morrer era dedicado a algum poder espiritual do qual provinha o seu ódio à cruz. (...)

   Em 1947, durante uma conversa com um professor chamado Obata no Ryukoku, da escola budista, soube o que era Himiko. Himiko tinha sido, parecia, uma rainha feiticeira, em tempos muito remotos, e ainda existia uma seita moderna que a adorava como deusa-demônia. Acreditavam que ela vivia e reinava entre as montanhas cobertas de neve atrás de Kioto."

 

   Esse relato extraordinário foi retirado do livro "Reféns do Diabo" de Malachi Martin publicado originalmente em 1976 no estrangeiro e meados da década de 80 no Brasil, capa da versão brasileira:


   É um livro contendo os relatos sobre exorcismo do ex-padre jesuíta Malachi Martin cuja riqueza de detalhes o torna uma leitura imersiva. Afinal de contas quem é Himiko? A verdade é que mesmo entre fontes japonesas disponíveis pela internet afora é difícil de saber pois são poucas informações. Esse é o tema da edição de julho de 2024 da revista digital OCCULT POP, assine a revista para ter acesso a esse conteúdo completo entrando em contato comigo pelo e-mail: ricardodias7occultpop@gmail.com valor R$ 25,00 assinatura por 1 ano, todo mês uma nova edição enviada diretamente para o e-mail do assinante.

   Das poucas fontes históricas disponíveis ficamos sabendo que Himiko foi uma mulher que governou uma região do Japão em tempos recuados. As fontes históricas são de relatos de embaixadores chineses da época que tiveram contato com ela e seu reino. Os relatos dizem que ela praticava "feitiçaria" e que "enfeitiçava" o povo. Era uma prática com algumas semelhanças com o xintoísmo como é praticado atualmente. Depois da morte de Himiko desenvolveu-se um tipo de "culto" em torno de sua personagem no Japão, culto esse com pouquíssimos relatos inclusive. 

   Por incrível que pareça foram feitas algumas obras da cultura pop com referências a rainha feiticeira Himiko como um jogo da Sony para Playstation e um filme da popular franquia Tomb Rider, além de outras referências em vários animes japoneses. 

   A figura misteriosa, obscura e exótica da rainha feiticeira Himiko capturou a imaginação de vários produtores tanto do Ocidente quanto do Japão. Na parte I da revista falei sobre as descrições históricas e provável significado de sua prática "mágica", na parte II da revista falei sobre as referências a Himiko em obras da cultura pop e possível interpretação de um arquétipo feminino negativo. Assine a revista entrando em contato pelo e-mail: ricardodias7occultpop@gmail.com